BARÃO DE ITAPARY - José Joaquim Seguins de Oliveira Ita
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BARÃO DE ITAPARY - José Joaquim Seguins de Oliveira Itapary (São Luís do Maranhão, 17 de junho de 1858 São Luís do Maranhão, 22 de maio de 1929)Era conhecido como o dArtagnan do Mearim. O Barão de Itapary nasceu em São Luís no dia 17 de junho de 1858. Era filho do Comendador José Antonio de Oliveira, considerado o segundo administrador de Arari, de 1869 1873; e de Maria Isabel Seguins de Oliveira. Bacharel em Direito, em Portugal. Foi um fazendeiro brasileiro, casou-se com Genoveva Hortência Bianchi Sales de Caldeira. O Barão faleceu em 22 de maio de 1929, na mesma cidade onde nasceu, São Luís-MA. Era conhecido como o dArtagnan do Mearim. Senhor de terras e engenhos na região do Mearim, Cajapió e Coroatá. Dentre inúmeras propriedades, gados, joias, pratarias e ouro, herdou mais de 400 escravos que trabalhavam nas fazendas deixadas por seus pais. José Joaquim Seguins de Oliveira morou alguns anos no povoado Flecheiras, na Fazenda Nova Austrália, que herdara dos seus pais. Na mesma fazenda possuía o Engenho Babilônia, que à época fabricava um dos melhores açucares do Estado do Maranhão. Segundo escreveu o escritor e acadêmico da Academia Maranhense de Letras, Joaquim Itapary, em artigo intitulado A nobreza do barão:vEm 1886, faleceria o comendador e tenente-coronel José Antônio de Oliveira, então viúvo de Maria Isabel Seguins de Oliveira. No inventário do comendador, guardado nos Arquivos do Tribunal de Justiça do Maranhão, estão arrolados: fazendas de gado, lavouras e engenhos de açúcar, em Coroatá (Fazenda Canaã), Arari e Viana, dentre estes a grande Fazenda Sumaúma e o Engenho Santa Isabel (Então, no 3º Distrito de Viana), com numerosa escravaria, deixados aos filhos Isabel Christina e José Joaquim. Tais bens, segundo o historiador Mílson Coutinho, alcançavam a cifra astronômica de 400 contos de réis.Falecendo Isabel, José Joaquim Seguins de Oliveira tornou-se único proprietário dessa fortuna, além de centenas de escravos. Jovem ainda ele se embarcou para Portugal e lá se formou em Direito. De regresso ao Maranhão, casado na Ilha da Madeira com Genoveva Hortênsia Bianchi Salles Caldeira, o novo bacharel preferiu dedicar-se à administração das propriedades que herdara, no vale do Mearim e na Baixada. No dizer de Mílson Coutinho, Em 1886, quando ia intensa a campanha pela abolição da escravidão, o Dr. José Joaquim, espírito sensível às causas sociais, caráter impregnado de nobres ideais humanísticos, alforriou mais de 400 escravos das fazendas que herdara, muitos dos quais adicionaram ao nome de batismo os sobrenomes dos Seguins ou dos Oliveira, seguindo o costume da época. Ainda segundo historiador, Milson Coutinho, Esse gesto generoso valeu-lhe o título de Barão de Itapary, concedido a 12.5.1888 pela princesa regente, Isabel de Orleans. A partir daí, o nome do Barão de Itapary, era José Joaquim Seguins de Oliveira Itapary, quando recebeu o título de Barão de Itapary, passou a usar, por determinação da Princesa Isabel, o título ao nome de batismo, assim como à todos os seus descendentes. A baronesa de Itapary, chamava-se, Genoveva Hortênsia Bianche Salles Caldeira, ao torna-se Baronesa de Itapary, acrescentou o título ao nome de batismo, conforme determinação da Princesa Isabel. Só houve um único Barão e uma única Baronesa de Itapary, pois aos seus descendentes, a concessão ou comenda, era só acrescentar o título ao nome de batismo. Não havendo transferência do título, somente do nome acrescido na honraria concedida pela Princesa do Brasil, Isabel, a libertadora. Todavia, a demonstração da nobreza de caráter do futuro Barão de Itapary, não se resumiria à libertação jurídica e incondicional dos seus escravos. Em 1929, poucos meses antes do seu falecimento em São Luís, ele diria aos filhos, reunidos em torno de si: É meu desejo que as terras do Engenho Santa Isabel fiquem para sempre com as famílias dos ex- escravos, que ali trabalhavam, e seus descendentes. Cumprindo esse desejo, os filhos não arrolaram no seu espólio cerca de 12.000 hectares de terras do antigo Engenho Santa Isabel, hoje no município de Matinha. O historiador arariense, João Francisco Batalha, em seu livro Um passeio pela história do Arari, p. 271, cita um trecho em que o também historiador, Dunshee de Abranches, narra o seu encontro com o Barão de Itapary: Montado em um soberbo alazão, ricamente ajaezado, com estribos e arreios de prata e trajado elegantemente com finas luvas de pelica, cabelos castanhos, cavanhaque cortado à francesa, rosto alvo, rosado e formoso, parecendo mesmo um dos heróis dos velhos romances de cavalaria (DUNSHEE DE ABRANCHES apud BATALHA, 2014, p. 271).Cartório da nobreza e fidalguia do Império do Brasil, Portugal e Santa Sé"O BARÃO DE ITAPARYPerdeu, ontem, a sociedade maranhense um dos seus elementos de mais notável destaque, o venerando senhor José Joaquim Seguins de Oliveira, Barão de Itapary. Nasceu ele nesta capital a 17 de junho de 1858, e foram seus pais o coronel José Antônio do Oliveira e D. Maria Isabel Seguins. O saudoso extinto, que militou na política do Estado, filiado ao Partido Conservador, sempre com muita altivez e nobreza de caráter, por ocasião da campanha abolicionista, teve um gesto humanitário e, sobretudo, digno dos mais francos encômios. Dois anos antes do 13 de maio, levado pelos impulsos de seu generoso coração, libertou para mais de 400 escravos que possuía, o que lhe valeu a Princesa Isabel conferir-lhe, por intermédio do Gabinete João Alfredo, o título de barão de Itapary. Era ele o último titular do Maranhão. Tendo contraído matrimônio com a Exma. Sra. Hortência Salles de Oliveira, Baronesa de Itapary, houve desse consórcio os seguintes filhos: o Sr. Aníbal de Oliveira Itapary, casado com a Exma. Sra. D. Georgina Boabayd Itapary; Dr. João Salles Itapary, casado com a Exma. Sra. D. Maria Martins Itapary; e as senhoritas Maria e Ema Itapary. Deixa ainda os seguintes netos: Apolinário e Aníbal, filhos do Sr. Aníbal Itapary; Hortência e Violeta, filhas do Dr. Joaquim Itapary; e Maria Hortência e Maria Alice, filhas do Dr. João Itapary. De há muito vinha o Barão de Itapary acometido de pertinaz enfermidade. Em busca dos recursos da ciência médica, empreendeu várias viagens ao sul do país, obtendo algumas melhoras. Agravou-se, nestes últimos tempos, o seu estado e, apesar do rigoroso tratamento que lhe foi prescrito, veio, ontem, a falecer às 9 horas. NA CÂMARA ARDENTE. Durante o dia e a noite de ontem, a casa de residência do Barão de Itapary, à Rua Rio Branco n 2, esteve sempre cheia de pessoas amigas, que foram levar à família enlutada o conforto do seu carinho. Figuras de realce, políticos, magistrados, advogados, médicos, membros do alto comércio, enfim, grande número de famílias de nossa sociedade velaram, durante o dia e a noite, o féretro onde repousavam os restos mortais do venerando morto."____________"O presidente da ACM na época era filho, como antes dito João Salles de Oliveira Itapary, de José Joaquim Seguins de Oliveira, o Barão de Itapary. Seu avô, o Comendador Oliveira, foi identificado como capitalista (DUNSHEE DE ABRANCHES, 1992), e era proprietário do sobrado de três pavimentos cuja fachada é coberta por azulejos róseos, na Rua do Sol. Do avô ao neto, todos eram graduados em Direito, mas não exerceram a profissão. Apesar de ter vivido sua infância em São Luís e a juventude na cidade de Funchal, na Ilha da Madeira, onde se casou com uma descendente da nobreza italiana, Genoveva Hortência Bianchi Salles Caldeira (COUTINHO, 2005, p. 393), ao retornar ao Maranhão, o Barão de Itapary passou longos anos em sua fazenda, na região de Viana, onde lhe cruzava as terras o Mearim. Após alforriar mais de quatrocentos escravos em 1886, e com o fim do regime escravocrata dois anos depois, o Barão retorna à capital da Província e vai residir, até o fim da vida, em uma vasta morada térrea fronteira ao Largo dos Remédios. Membro do Partido Conservador, mas sem exercer mandato político, possuía forte influência nos círculos de poder de então. Dois relatos existem sobre o aspecto mesmo físico do Barão de Itapary: um retirado dos tempos em que administrava a próspera propriedade rural da família, durante o Império, e outro, quando na República, despendia seu tempo na casa comercial que herdara do pai no bairro da Praia Grande. Os autores das descrições que seguem são os escritores e políticos maranhenses já citados João Dunshee de Abranches Moura (1867-1941) e Humberto de Campos Veras (1886-1934). Entre um e outro traço, parece sobressair o mecanismo da reconversão, no caso, entre as profissões de fazendeiro a empresário, o que no futuro muito contribuiria para a carreira de João Salles de Oliveira Itapary: ... mas, apesar do meio rude em que se achou, jamais perdeu os hábitos elegantes e distintos, vestindo-se sempre no rigor da moda....- Agora, meu amigo, temos de saudar o D'Artagnan do Mearim .... Minutos depois, sobre um cômoro ao fundo do estirão, surgia um cavaleiro, acenando-nos de longe com o chapéu de abas largas .... Montado em um soberbo alazão, ricamente ajaezado, com estribos e arreios de prata e trajado elegantemente com roupas aristocráticas de equitação, calçadas as mãos com finas luvas de pelica, cabelos castanhos, cavanhaque cortado à francesa, rosto alvo, rosado e formoso, o Dr. José Seguins de Oliveira, futuro Barão de Itapary, parecia mesmo um dos heróis dos velhos romances de cavalaria.". (ABRANCHES MOURA. A ESFINGE DO GRAJAÚ. SÃO LUÍS, ALUMAR. 1992. p. 66-67).e... achei a pequena escada um pouco suja, mas era possível que aquilo fosse para disfarçar a riqueza que reinava lá dentro...um instante mais e entreabre-se a porta do corredor escuro, dando passagem à cabeça de uma preta gorda, e beiçuda, que indagava em uma voz gritante: - qui é? ... em frente à Igreja dos Remédios, ainda cercada de velhos andaimes, um cavalheiro vestindo paletó preto e comum, fumava um fim de cigarro, ao mesmo tempo em que esgaravatava a terra com a ponta do guarda-chuva. Bigode negro, e, se bem me lembro, uma barbicha curta, da mesma cor. Figura vulgar de burguês. Cara de comerciante da Praia Grande. ... - sim senhor!...isto que é um barão?...eu acabava de vender, na verdade, por cinquenta ou sessenta mil réis, que nem seriam meus, uma das mais lindas ilusões da minha meninice!... (HUMBERTO DE CAMPOS. MEMÓRIAS E MEMÓRIAS INACABADAS. GEIA. 2009. p. 270).Os descendentes do Barão passaram a assinar "Itapary", e a família, nos dias atuais, tem membros no Maranhão e Rio ITAPARY. (Barão de) José Joaquim Seguins de Oliveira. CREAÇÃO DO TITULO: Barão por decreto de 12 de Maio de 1888. de Janeiro.

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BARÃO DE ITAPARY - José Joaquim Seguins de Oliveira Itapary (São Luís do Maranhão, 17 de junho de 1858 São Luís do Maranhão, 22 de maio de 1929)Era conhecido como o dArtagnan do Mearim. O Barão de Itapary nasceu em São Luís no dia 17 de junho de 1858. Era filho do Comendador José Antonio de Oliveira, considerado o segundo administrador de Arari, de 1869 1873; e de Maria Isabel Seguins de Oliveira. Bacharel em Direito, em Portugal. Foi um fazendeiro brasileiro, casou-se com Genoveva Hortência Bianchi Sales de Caldeira. O Barão faleceu em 22 de maio de 1929, na mesma cidade onde nasceu, São Luís-MA. Era conhecido como o dArtagnan do Mearim. Senhor de terras e engenhos na região do Mearim, Cajapió e Coroatá. Dentre inúmeras propriedades, gados, joias, pratarias e ouro, herdou mais de 400 escravos que trabalhavam nas fazendas deixadas por seus pais. José Joaquim Seguins de Oliveira morou alguns anos no povoado Flecheiras, na Fazenda Nova Austrália, que herdara dos seus pais. Na mesma fazenda possuía o Engenho Babilônia, que à época fabricava um dos melhores açucares do Estado do Maranhão. Segundo escreveu o escritor e acadêmico da Academia Maranhense de Letras, Joaquim Itapary, em artigo intitulado A nobreza do barão:vEm 1886, faleceria o comendador e tenente-coronel José Antônio de Oliveira, então viúvo de Maria Isabel Seguins de Oliveira. No inventário do comendador, guardado nos Arquivos do Tribunal de Justiça do Maranhão, estão arrolados: fazendas de gado, lavouras e engenhos de açúcar, em Coroatá (Fazenda Canaã), Arari e Viana, dentre estes a grande Fazenda Sumaúma e o Engenho Santa Isabel (Então, no 3º Distrito de Viana), com numerosa escravaria, deixados aos filhos Isabel Christina e José Joaquim. Tais bens, segundo o historiador Mílson Coutinho, alcançavam a cifra astronômica de 400 contos de réis.Falecendo Isabel, José Joaquim Seguins de Oliveira tornou-se único proprietário dessa fortuna, além de centenas de escravos. Jovem ainda ele se embarcou para Portugal e lá se formou em Direito. De regresso ao Maranhão, casado na Ilha da Madeira com Genoveva Hortênsia Bianchi Salles Caldeira, o novo bacharel preferiu dedicar-se à administração das propriedades que herdara, no vale do Mearim e na Baixada. No dizer de Mílson Coutinho, Em 1886, quando ia intensa a campanha pela abolição da escravidão, o Dr. José Joaquim, espírito sensível às causas sociais, caráter impregnado de nobres ideais humanísticos, alforriou mais de 400 escravos das fazendas que herdara, muitos dos quais adicionaram ao nome de batismo os sobrenomes dos Seguins ou dos Oliveira, seguindo o costume da época. Ainda segundo historiador, Milson Coutinho, Esse gesto generoso valeu-lhe o título de Barão de Itapary, concedido a 12.5.1888 pela princesa regente, Isabel de Orleans. A partir daí, o nome do Barão de Itapary, era José Joaquim Seguins de Oliveira Itapary, quando recebeu o título de Barão de Itapary, passou a usar, por determinação da Princesa Isabel, o título ao nome de batismo, assim como à todos os seus descendentes. A baronesa de Itapary, chamava-se, Genoveva Hortênsia Bianche Salles Caldeira, ao torna-se Baronesa de Itapary, acrescentou o título ao nome de batismo, conforme determinação da Princesa Isabel. Só houve um único Barão e uma única Baronesa de Itapary, pois aos seus descendentes, a concessão ou comenda, era só acrescentar o título ao nome de batismo. Não havendo transferência do título, somente do nome acrescido na honraria concedida pela Princesa do Brasil, Isabel, a libertadora. Todavia, a demonstração da nobreza de caráter do futuro Barão de Itapary, não se resumiria à libertação jurídica e incondicional dos seus escravos. Em 1929, poucos meses antes do seu falecimento em São Luís, ele diria aos filhos, reunidos em torno de si: É meu desejo que as terras do Engenho Santa Isabel fiquem para sempre com as famílias dos ex- escravos, que ali trabalhavam, e seus descendentes. Cumprindo esse desejo, os filhos não arrolaram no seu espólio cerca de 12.000 hectares de terras do antigo Engenho Santa Isabel, hoje no município de Matinha. O historiador arariense, João Francisco Batalha, em seu livro Um passeio pela história do Arari, p. 271, cita um trecho em que o também historiador, Dunshee de Abranches, narra o seu encontro com o Barão de Itapary: Montado em um soberbo alazão, ricamente ajaezado, com estribos e arreios de prata e trajado elegantemente com finas luvas de pelica, cabelos castanhos, cavanhaque cortado à francesa, rosto alvo, rosado e formoso, parecendo mesmo um dos heróis dos velhos romances de cavalaria (DUNSHEE DE ABRANCHES apud BATALHA, 2014, p. 271).Cartório da nobreza e fidalguia do Império do Brasil, Portugal e Santa Sé"O BARÃO DE ITAPARYPerdeu, ontem, a sociedade maranhense um dos seus elementos de mais notável destaque, o venerando senhor José Joaquim Seguins de Oliveira, Barão de Itapary. Nasceu ele nesta capital a 17 de junho de 1858, e foram seus pais o coronel José Antônio do Oliveira e D. Maria Isabel Seguins. O saudoso extinto, que militou na política do Estado, filiado ao Partido Conservador, sempre com muita altivez e nobreza de caráter, por ocasião da campanha abolicionista, teve um gesto humanitário e, sobretudo, digno dos mais francos encômios. Dois anos antes do 13 de maio, levado pelos impulsos de seu generoso coração, libertou para mais de 400 escravos que possuía, o que lhe valeu a Princesa Isabel conferir-lhe, por intermédio do Gabinete João Alfredo, o título de barão de Itapary. Era ele o último titular do Maranhão. Tendo contraído matrimônio com a Exma. Sra. Hortência Salles de Oliveira, Baronesa de Itapary, houve desse consórcio os seguintes filhos: o Sr. Aníbal de Oliveira Itapary, casado com a Exma. Sra. D. Georgina Boabayd Itapary; Dr. João Salles Itapary, casado com a Exma. Sra. D. Maria Martins Itapary; e as senhoritas Maria e Ema Itapary. Deixa ainda os seguintes netos: Apolinário e Aníbal, filhos do Sr. Aníbal Itapary; Hortência e Violeta, filhas do Dr. Joaquim Itapary; e Maria Hortência e Maria Alice, filhas do Dr. João Itapary. De há muito vinha o Barão de Itapary acometido de pertinaz enfermidade. Em busca dos recursos da ciência médica, empreendeu várias viagens ao sul do país, obtendo algumas melhoras. Agravou-se, nestes últimos tempos, o seu estado e, apesar do rigoroso tratamento que lhe foi prescrito, veio, ontem, a falecer às 9 horas. NA CÂMARA ARDENTE. Durante o dia e a noite de ontem, a casa de residência do Barão de Itapary, à Rua Rio Branco n 2, esteve sempre cheia de pessoas amigas, que foram levar à família enlutada o conforto do seu carinho. Figuras de realce, políticos, magistrados, advogados, médicos, membros do alto comércio, enfim, grande número de famílias de nossa sociedade velaram, durante o dia e a noite, o féretro onde repousavam os restos mortais do venerando morto."____________"O presidente da ACM na época era filho, como antes dito João Salles de Oliveira Itapary, de José Joaquim Seguins de Oliveira, o Barão de Itapary. Seu avô, o Comendador Oliveira, foi identificado como capitalista (DUNSHEE DE ABRANCHES, 1992), e era proprietário do sobrado de três pavimentos cuja fachada é coberta por azulejos róseos, na Rua do Sol. Do avô ao neto, todos eram graduados em Direito, mas não exerceram a profissão. Apesar de ter vivido sua infância em São Luís e a juventude na cidade de Funchal, na Ilha da Madeira, onde se casou com uma descendente da nobreza italiana, Genoveva Hortência Bianchi Salles Caldeira (COUTINHO, 2005, p. 393), ao retornar ao Maranhão, o Barão de Itapary passou longos anos em sua fazenda, na região de Viana, onde lhe cruzava as terras o Mearim. Após alforriar mais de quatrocentos escravos em 1886, e com o fim do regime escravocrata dois anos depois, o Barão retorna à capital da Província e vai residir, até o fim da vida, em uma vasta morada térrea fronteira ao Largo dos Remédios. Membro do Partido Conservador, mas sem exercer mandato político, possuía forte influência nos círculos de poder de então. Dois relatos existem sobre o aspecto mesmo físico do Barão de Itapary: um retirado dos tempos em que administrava a próspera propriedade rural da família, durante o Império, e outro, quando na República, despendia seu tempo na casa comercial que herdara do pai no bairro da Praia Grande. Os autores das descrições que seguem são os escritores e políticos maranhenses já citados João Dunshee de Abranches Moura (1867-1941) e Humberto de Campos Veras (1886-1934). Entre um e outro traço, parece sobressair o mecanismo da reconversão, no caso, entre as profissões de fazendeiro a empresário, o que no futuro muito contribuiria para a carreira de João Salles de Oliveira Itapary: ... mas, apesar do meio rude em que se achou, jamais perdeu os hábitos elegantes e distintos, vestindo-se sempre no rigor da moda....- Agora, meu amigo, temos de saudar o D'Artagnan do Mearim .... Minutos depois, sobre um cômoro ao fundo do estirão, surgia um cavaleiro, acenando-nos de longe com o chapéu de abas largas .... Montado em um soberbo alazão, ricamente ajaezado, com estribos e arreios de prata e trajado elegantemente com roupas aristocráticas de equitação, calçadas as mãos com finas luvas de pelica, cabelos castanhos, cavanhaque cortado à francesa, rosto alvo, rosado e formoso, o Dr. José Seguins de Oliveira, futuro Barão de Itapary, parecia mesmo um dos heróis dos velhos romances de cavalaria.". (ABRANCHES MOURA. A ESFINGE DO GRAJAÚ. SÃO LUÍS, ALUMAR. 1992. p. 66-67).e... achei a pequena escada um pouco suja, mas era possível que aquilo fosse para disfarçar a riqueza que reinava lá dentro...um instante mais e entreabre-se a porta do corredor escuro, dando passagem à cabeça de uma preta gorda, e beiçuda, que indagava em uma voz gritante: - qui é? ... em frente à Igreja dos Remédios, ainda cercada de velhos andaimes, um cavalheiro vestindo paletó preto e comum, fumava um fim de cigarro, ao mesmo tempo em que esgaravatava a terra com a ponta do guarda-chuva. Bigode negro, e, se bem me lembro, uma barbicha curta, da mesma cor. Figura vulgar de burguês. Cara de comerciante da Praia Grande. ... - sim senhor!...isto que é um barão?...eu acabava de vender, na verdade, por cinquenta ou sessenta mil réis, que nem seriam meus, uma das mais lindas ilusões da minha meninice!... (HUMBERTO DE CAMPOS. MEMÓRIAS E MEMÓRIAS INACABADAS. GEIA. 2009. p. 270).Os descendentes do Barão passaram a assinar "Itapary", e a família, nos dias atuais, tem membros no Maranhão e Rio ITAPARY. (Barão de) José Joaquim Seguins de Oliveira. CREAÇÃO DO TITULO: Barão por decreto de 12 de Maio de 1888. de Janeiro.

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Termos e Condições
Condições de Pagamento
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  • TERMOS E CONDIÇÕES

    TERMOS E CONDIÇÕES DO LEILÃO - A participação no Leilão consiste na compreensão e aprovação das atuais condições de venda.

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO foram cuidadosamente espertizadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na espertizagem de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado e firmado em cartório, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não serão mais admitidas quaisquer reclamações, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As obras estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. A Leiloeira não é proprietária dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e autenticidade das peças.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrições de estado ou vícios decorrentes do uso serão descritas dentro do possível, mas sem obrigação, pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado. No caso de avaria ou extravio de peças durante a exposição, ou após o leilão, a leiloeira, bem como a organizadora do leilão, se reservam o direito de retirar o lote do pregão e, no caso de já ter havido o pagamento da peça, a desfazer a venda e ressarcir a importância paga ao comprador.

    6ª. Os pregões seguem e obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Os lances prévios ou por telefone ou autorizar a lançar em seu nome, deverão ser solicitados, por email, antes do leilão.

    8ª. A leiloeira colocará de forma gratuita e confidencial o serviço de arrematação pelo telefone, sem que isto a obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    9ª. A Leiloeira se reserva o direito de não aceitar lances de arrematantes com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS, sob quaisquer alegações.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença da Leiloeira; o que não cria novação.

    12ª. LANCES PELA INTERNET QUANDO HOUVER - O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá.

    13ª. Em caso de litígio prevalece a palavra da Leiloeira.

    14ª. As peças arrematadas deverão ser pagas IMPRETERIVELMENTE em até 72 horas após o término do pregão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, a Leiloeira poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    RETIRADA - DIAS: 05 a 08 e 11 a 15/07/2022, das 13h às 17h, com agendamento prévio de 48h de antecedência - E LOTES MAIORES E MÓVEIS - COM RETIRADAS EM OUTROS ENDEREÇOS - VERIFICAR INFORMAÇÃO EM CADA LOTE - COM AGENDAMENTO PRÉVIO. Agendamento via email: (lesliedinizleiloesrj@gmail.com), e pelo Whatsapp: (11) 97501-3655. OS PRAZOS DE PAGAMENTO SERÃO SEGUIDOS À RISCA!!!

    As solicitações de cotações de envio pelos CORREIOS somente serão efetuadas após o pagamento do(s) arremate(s).

    A retirada deverá ocorrer IMPRETERIVELMENTE NAS DATAS ASSINALADAS E AGENDADAS! Findo o prazo estabelecido, a peça irá para um depósito particular e estará disponível para retirada, com agendamento prévio, durante trinta (30) dias, sendo cobrada uma taxa de R$ 100,00 mensais por caixa e, em caso de móvel, R$ 150,00, mais o valor do transporte de locomoção. Findo o praxo e não havendo retirada, as peças serão novamente colocadas em leilão, para ressarcimento de despesas de armazenamento e transporte. ATENÇÃO AO PRAZO DE PAGAMENTO, PARA NÃO SOFRER O BLOQUEIO DO SEU CADASTRO! Não adianta ir à exposição ou retirada de peças sem agendamento ou fora dos horários indicados, pois o local estará fechado e não terá ninguém para atender. Findo o prazo e não havendo retirada, as peças, pagas ou não, serão novamente colocadas em leilão, para ressarcimento de despesas de armazenamento e transporte.


    15ª. A entrega das mercadorias arrematadas no local da Exposição, será efetuada mediante comprovação de pagamento. Para os arrematantes que não puderem recolher os lotes no local, colocamos, por CORTESIA, o serviço de envio por empresa que o arrematante indicar, com prévio depósito do valor arrematado e dentro dos dias e horários estipulados. Quando enviado pelo Correio, por termos um prazo jurídico a cumprir, as cotações de frete somente serão efetuadas após o pagamento das peças arrematadas. Desta forma, solicitamos que já efetue o pagamento e nos envie o comprovante, após o que estaremos efetuando cotação de frete para envio das peças. Fica ciente o arrematante que toda remessa é de total responsabilidade do arrematante, sendo cobrada taxa de R$ 15,00, referente a custos de embalagem e transporte aos correios. As coletas dos correios ocorrem uma vez por semana, normalmente às 6as. feiras, sendo obedecida a ordem de pagamentos efetuados e a quantidade de volumes a serem despachados. A Leiloeira ou organizador do Leilão estão desobrigados de quaisquer responsabilidades quanto às retiradas de mercadorias, seja retirada pelo comprador ou seu representante, correios ou transportadora. A empresa não se responsabiliza, também, por avarias ocorridas quando do transporte pelos Correios, sendo de total responsabilidade dos compradores, caso ocorram quebras ou extravios. A empresa não faz embalagem de móveis; caso necessário, será cobrada taxa de embalagem. TODAS AS ENCOMENDAS SERÃO ENVIADAS COM SEGURO!

    16ª. O descumprimento destas condições pelo arrematante resultará na impossibilidade do mesmo alegar qualquer fim de direito, ficando eleito o foro do estado do Rio de Janeiro para qualquer incidente alusivo ao pregão.

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    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes.

    Em caso de envio por transportadoras, este deverá ser agendado, providenciado e controlado pelo Arrematante.